Hoje de manhã fiz a prova 71-464: Developing Microsoft SQL Server 2012 Databases (que por ser beta fica com o 71 ao invés do 70) e NÃO gostei da prova nem um pouco.
Antes de fazer a prova eu sempre dou uma olhada no site da prova (http://www.microsoft.com/learning/en/us/exam.aspx?id=70-464) e reviso as habilidades que são cobradas (skills measured). Dei uma olhada e nada fora do esperado para uma prova de desenvolvimento do SQL Server 2012, revisei algumas novidades do SQL Server 2012 e tudo certo, pronto para a prova.
Seguem as críticas e pontos positivos da prova...
1. A prova beta tinha 2 estudos de caso (6 e 11 questões) e 28 questões avulsas. Eu particularmente sou um grane fã dos estudos de caso, acho que trás uma maior complexidade para a prova e o candidato têm que levar em consideração diversos aspectos que podem influenciar a resposta, sem ter a garantia de que os fatores que influenciam na resposta estão ali em cima, no cabeçalho. Ponto para a Microsoft.
2. A prova tinha duração total de 4 horas com os todos questionários e 3 horas e 15 min (ou algo parecido) para as questões técnicas. Eu acabei tudo em 1:30h, então de prova foi 1:15h. Ou a prova definitiva vai ser diferente ou alguém errou feio no tempo, não vi necessidade de todo esse tempo.
3. Nessa prova questões do tipo “Escolham todas respostas que se aplicam” sem falar o número de itens que devem ser marcados e outras do tipo “Escolha aquela que MELHOR responde a pergunta”.
a. Com relação ao primeiro tipo, não tenho muito problema em não saber o número exato de itens, é mais difícil, só não sei se a correção considera tudo ou nada para a pontuação da prova.
b. Já o segundo trás um problema, você têm que considerar muitos aspectos para escolher o melhor, mas o enunciado da questão muitas vezes é pobre! Eu levo em conta mais uns 10 detalhes que não foram definidos na questão e recorrentemente fico tentando adivinhar o que o autor da questão estava pensando. Uma merda.
4. Questões de arrastar elementos para compor a solução estão presentes e acho legal, pois o candidato têm que saber estruturar a resposta. Só acho que deveriam ser oferecidas mais opções para dificultar um pouco, da forma que está na maioria das vezes é simples.
5. Muitas questões avulsas parecem que foram escritas com pressa e as respostas são muitas vezes ridículas. Acho interessante combinar questões que exijam do candidato um formalismo de sintaxe e outras que cobrem conceitos, como quando usar funcionalidade X ou Y.
a. O que não rola é o camarada colocar uma questão conceitual em que a resposta é utilizar um XSD e entre as respostas ter “sp_configure”, “trigger de DDL”, “índice XML”. O que ele está efetivamente testando? Se o cara sabe já ouviu falar alguma vez o que significa XSD (já que na questão sintaxe não é cobrado)?
6. Eu tive que comentar uma questão com o seguinte texto “This is the worst question I’ve ever seen in a Microsoft Exam. Remove it.”.
a. A questão tinha um enunciado super confuso, uma procedure de referência que você tinha que corrigir e entre as opções tinham: alterar a linha 1; linha 4; linha 6; linha 14. SEM FALAR O QUE DEVE SER UTILIZADO. Era uma questão que tinha potencial para avaliar se o camarada entendeu o estudo de caso e validar construções T-SQL, mas a forma como foi escrita a questão, PQP!
7. Achei problemático a consistência entre questões dentro de um estudo de caso, por exemplo.: uma questão pedia para definir o tipo de dados de uma coluna, para armazenar algo do dado “00434000242” (string explícita na descrição caso!), onde é uma combinação de 2 números. Eu escolheria CHAR(11), para facilitar o tratamento posicional. Logo em seguida vem uma questão para adicionar uma foreign key para essa mesma coluna que as únicas opções era trabalhar com BIGINT. Voltei e mudei a minha resposta, já que não seria consistente no mesmo caso uma coluna com dois tipos.
8. Uma questão ou outra eu achei fora do contexto do desenvolvedor TSQL. Me respondam, um dev precisa saber que existe o sp_add_job ou sp_add_operator para trabalhar migrar Jobs do agente entre servidores.
Revisão dos itens técnicos:
1. Primeira coisa que me impressionou, não vi nenhuma questão sobre novidades do SQL Server 2012: contained databases, FileTable, column store index, etc. Pode ser alguma coisa com o sorteio das questões, mas estranho.
2. Objetos de programação: views, procedures e UDF. Chove na prova, nada de outro mundo, só para validar se o cara sabe escrever procs, alterar, trabalhar com schemabinding, tipos de UDF, etc.
3. XML: caiu muito na prova, mas em geral questões simples (nível 100/200). Quando poderia complicar a sintaxe, vinham as perguntas genéricas. Saber trabalhar com colunas XML, XPath, XSD, DOCUMENT/CONTENT, etc.
4. Índices e desempenho: caiu bem, entender os tipos, cover index, filtered, etc. A maioria das vezes acompanhado de consultas ruins ou descrição de cenários, em geral tranquilo, tirando uma onde eu acho que se a MS queria validar o mesmo que eu imaginei, é fora da realidade.
5. Tipos de dados e criação de objetos/esquemas: algumas questões, na sua maioria simples, uma ou outra com sintaxe que utilizamos pouco (ex.: esquemas) que pode pegar alguns, como me pegou. :-)
6. Segurança: caíram mais questões relacionadas a criptografia (e seus tipos), TDE e assinaturas. Senti falta de mais questões relacionadas com ownership chaining, atribuição de permissões e execute as/revert.
7. Questões isoladas (1 ou 2): locking, CLR, objetos temporários, transações, DMVs (ridícula a questão), Full-Text Search,
Em geral eu achei muito mal distribuídas as questões, não cobrindo assuntos importantes e repetindo questões do mesmo assunto. Enunciados pobres, questões mal formadas e muita questões tão simples (espero eu) que deixa a gente na dúvida, além de pouco validar.
Sinceramente eu acho que fui bem na prova, mas até agora estou pensando se não havia algum peguinha nas questões ou o que o autor queria avaliar no candidato, então um resultado negativo não está fora de cogitação. Claro que continuo torcendo para passar, mas espero que a Microsoft faça uma bela revisão no conteúdo dessa prova, pois não acredito que atinge o objetivo de avaliar o desenvolvedor SQL Server. Diferente da 70-461 (http://luticm.blogspot.com.br/2012/03/impressoes-da-prova-70-461.html) que fez isso muito bem.
Boa prova!
[]s
Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
www.srnimbus.com.br
SELECT CAST (power(CrazyIdeas, Curiosity) * (RealLifeExperience + MyMistakes)) / FreeTime) AS VARCHAR(MAX)) FROM MyBrain WITH (NOLOCK, INDEX('idx_Neuron')) WHERE ThingsIThinkIKnow in ('SQL Server', 'DB2', '.NET', 'Cloud')
quarta-feira, 4 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Impressões da prova 70-461
Hoje de manhã fiz a prova 71-461: Querying Microsoft SQL Server 2012 (que por ser beta fica com o 71 ao invés do 70) e realmente gostei do que eu vi.
Antes de fazer a prova eu sempre dou uma olhada no site da prova (http://www.microsoft.com/learning/en/us/exam.aspx?ID=70-461) e reviso as habilidades que são cobradas (skills measured). Aconselho a todos que se balizem por isso para estudar, sempre é muito certeiro.
Falar de prova beta tem um ponto negativo, pois você não sabe se passou ou não, mas claro que tem ideia se foi bem.
Quando eu marquei a prova não esperava encontrar grande dificuldade por ser uma prova que eu considero básica (já fiz uma ou duas consultas no SQL Server), e efetivamente a prova seguiu a linha que eu estava esperando.
Então vou deixo aqui algumas impressões para o próximo candidato...
Assuntos técnicos
Resumindo o “falatório escrito”. Gostei muito da prova, acho que é uma bela porta de entrada para os novatos e uma prova que não vai causar dificuldade para os mais experientes, trabalhando no nivelamento correto e com alguns ajustes, eu considero uma prova que atinge bem seus objetivos.
Concordo demais com a Microsoft em parar com aquela sacanagem de: fez um prova vira MCTS, mais uma MCITP. Quer ser um profissional certificado em Data Plataform, então são CINCO provas de SQL Server 2012 (http://www.microsoft.com/learning/en/us/certification/cert-sql-server.aspx#tab2).
Essa foi a primeira prova beta, que venham as próximas...
PS: O Freccia fez outra prova beta hoje e já blogou. Quer saber mais sobre a 70-462? Aqui: http://marcosfreccia.wordpress.com/2012/03/29/dicas-para-a-prova-71-642/
Bons estudos!
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Aproveitando o excelente comentário do Wellington...
Entendo qual o ponto dele, vamos supor que você passou nas provas 461, 464 e 465, que dão a você o direito de ser um profissional de desenvolvimento com SQL Server 2012, mas na sua titulação não vai aparecer nada além de um MCP. 3 provas e nenhuma "certificação"?! Eu ainda acho isso correto.
Se você é um profissional de desenvolvimento provavelmente não vai ser só um cara que utiliza o SQL Server e o T-SQL, então o que eu acho que a Microsoft deve fazer é criar a certificação Microsoft Certifed Professional Developer with SQL Server, onde além das 3 provas de SQL Server você ainda teria que fazer pelo menos uma prova de fundamentals de .NET e a prova de acesso a dados (ADO.NET). Aí sim você tem o perfil de desenvolvedor na plataforma Microsoft e sabe de SQL Server e como acessá-lo.
Sei que pode complicar um pouco o modelo, mas acredito que a melhor maneira de refletir no currículo o perfil do profissional mantendo um alto grau de especialização, é através da composição de provas, como essa que eu citei. Lembro que no passado existiam algumas provas obrigatórias e algumas eletivas para você virar MCDBA ou MCSE, acho que esse é o melhor modelo. E não so isso, existia também MCSE + Messaging ou MCSE + Security (se não me falha a memória), que eram especializações para o MCSE.
Uma coisa que eu discordo é não haver uma prova de Windows Server em Data Plataform. Não poderia ser uma prova muito difícil com troubleshooting e design de infraestrutura, mas algo que verificasse se o candidato possui conceitos como básicos, como SO (memória, processadores, paging file), I/O + storage, networking essentials, etc.
Mas ainda não resolvemos o caso do profissional que fez as 3 provas, como ele fica?! Na verdade já está resolvido, no transcript vai aparecer que o profissional fez as provas, então se eu olho isso eu já sei imediatamente o mínimo que posso esperar (e cobrar) do indivíduo, claro que não fica bonito como um título, mas em termo dos conteúdos cobertos, a validade é a mesma.
E se o recrutador não consegue distinguir isso? Bom, aí o problema é outro...
Por fim acho que ainda não temos o melhor modelo, mas acredito que um mais exigente é melhor do que o anterior. Uma coisa que não sei como vai funcionar é essa renovação de 3 em 3 anos. Acho que ainda vamos assistir muitas mudanças e o que vai valer mesmo é o transcript do candidato com seu histórico.
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Adendo 2 [04/04/2012]
Entendo a questão do mercado, infelizmente ele é muito burro (o termo correto seria rígido? ;-)) em certas coisas. Os braindumps sempre vão continuar existindo, mas aí o problema é outro, está no caráter do profissional. Acho louvável você não os utilizar e acredito que as melhores empresas vão saber reconhecer a diferença entre um profissional certificado "for real" e um babaca. De resto vou tentar ser otimista e acreditar que a humanidade vai melhorar no longo prazo.
Sob a ótica do perfil DBA, entre as cinco provas acho que está fora do que um DBA obrigatóriamente precisa saber é a prova 70-463 Implementing a Data Warehouse with Microsoft SQL Server 2012. Saber o SSIS eu acho que é valioso, mas não imprescindível, agora DQS, MDS, SSAS? Me parece mais uma jogada da Microsoft para tentar forçar o profissional a estudar mais outras tecnologias e quem sabe adotá-las, mas realmente não deveria ser uma prova obrigatória para um DBA conseguir uma titulação.
Acho que o melhor seria se a Microsoft definisse a certificação Data Plataform com 6 provas, colocasse uma prova básica de SO como obrigatória e deixasse uma prova eletiva com escolha entre: data warehouse, infra-estrutura/SO avançado e ADO.NET.
Rodrigo, curioso ou não, estou revisando o Windows Internals! Também já estou pensando em comprar a nova edição que está para sair e agora dividiram em 2 livros, ai ai ai...
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[]s
Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
www.srnimbus.com.br
Antes de fazer a prova eu sempre dou uma olhada no site da prova (http://www.microsoft.com/learning/en/us/exam.aspx?ID=70-461) e reviso as habilidades que são cobradas (skills measured). Aconselho a todos que se balizem por isso para estudar, sempre é muito certeiro.
Falar de prova beta tem um ponto negativo, pois você não sabe se passou ou não, mas claro que tem ideia se foi bem.
Quando eu marquei a prova não esperava encontrar grande dificuldade por ser uma prova que eu considero básica (já fiz uma ou duas consultas no SQL Server), e efetivamente a prova seguiu a linha que eu estava esperando.
Então vou deixo aqui algumas impressões para o próximo candidato...
- A prova tinha um pouco mais de cinquenta questões e sinceramente estava esperando mais um pouco, não sei porque estava com 75 na cabeça, e foi bem abaixo disso.
- A prova oficial deve ter menos questões, mas para esse tipo de prova eu acho que o melhor seria manter 50 questões, pois permite avaliar o candidato em mais tópicos.
- A prova não apresenta grande dificuldade para alguém que já trabalha com o T-SQL, mas não deixa de ter perguntas que bem legais e, como toda prova, perguntas para atestar se o candidato sabe o mínimo.
- Durante a prova eu notei algumas pegadinhas, como inverter a ordem natural em que uma instrução é utilizada pelos desenvolvedores ou cobrar do candidato qual a diferença entre UDT e UDDT. Na boa, a primeira até vai para ver se o candidato está atendo, mas a segundo eu acho ridículo, é mais importante o candidato saber como e quando usar algo do que decorar qual o exato nome de uma funcionalidade.
- A prova apresentou as tradicionais questões de múltipla escolha, múltiplas respostas e as questões onde você monta a ordem da resposta (gosto bastante). De novidade essa prova trouxe 3 questões seguidas onde as opções de resposta são as mesmas e o que muda é o enunciado, que também achei legal mas facilita um pouco, já que o candidato pode fazer comparações e as vezes corrigir um erro que cometeu na anterior.
- A prova ainda conta com questões que não exigem conhecimento de sintaxe ou detalhes de uma funcionalidade, se você vive nesse planeta deve conseguir responder, apenas basta marcar uma resposta (com outras opções esdrúxulas) e pronto. São essas questões que eu acho que deveriam desaparecer das provas da Microsoft.
- Outro alvo de minhas críticas são algumas questões mal escritas ou que podem haver duas respostas certas dependendo do tipo de dado (ex.: date vs datetime) que não é explicitado. OK, beta é beta, vamos ver se melhora.
- Pela primeira vez eu gastei todo o tempo de comentário apontando alguns errinhos na prova, frases dúbias e outras coisas que eu não gostei. Nem tive tempo de comentar algumas questões que achei fantásticas e que acho importantíssimo serem tratadas.
- Espero que as outras provas sejam (bem) mais difíceis, e mesmo acreditando que as provas devem ser casca grossa, ter uma prova com um nível mais básico é fundamental para aqueles que estão começando sua jornada de certificações e a trabalhar com a tecnologia.
Assuntos técnicos
- Não existe um assunto específico que domina a prova, temos um pouco de cada assunto e tudo muito bem distribuído, então se você não sabe uma coisinha ou outra, não deve ficar muito prejudicado.
- Mesmo sendo uma prova de querying, vai ser falado sobre procedures, views, UDFs, triggers, etc. Então saiba sintaxe, limitações, como e quando utilizar.
- Construir selects básicos não fazem parte da prova. Mas algumas coisas mais elaboradas sim, como where + group by + having, joins, apply, pivot, ranking, etc.
- Insert, update, delete e merge vão aparecer na prova, mas novamente com uso mais elaborado, cláusula output, dependência entre outras tabelas, etc.
- Escolha de tipos de dados, manipulação de datetime, criação de constraints, uniqueidentifier vs. Identity vs. Sequence, também aparecem estão presentes.
- Novidades do SQL Server 2012 estão espalhadas pela prova e deviam representar cerca de 8 a 10 questões na minha prova. Dê uma olhada: OFFSET FETCH, THROW, SEQUENCE, IIF, TRY_PARSE, EOMONTH, funções analíticas, WITHIN GROUP e window functions.
- XML também está sempre presente, nenhuma construção muito elaborada com XQUERY (que pode ficar beeeemmm complexa), mais recuperação com FOR XML e suas diversas combinações. E ah, rolou uma questão bem puxada com XSD, update de XML e XPaths.
- Outros assuntos que pintaram por lá: colunas computadas, níveis de isolamento, locking hints, criação de índices, non-sargs, cursores, @@error, TRY CATCH, transações, entre outros.
- Ver uma questão onde existem mais de uma resposta “certa”, no enunciado citar “aquela com melhor desempenho” e exigir que o candidato saiba quando um índice pode ser “ignorado” pelo SQL Server, é realmente lindo.
- Uma coisa que me deixou um pouco intrigado... eu respondi duas duas questões com base em considerações pesadas: uma sobre performance de data loading com minimally logged operations e outra sobre tempdb, version store e possíveis impactos. Acho que o candidato iniciante pode chutar uma melhor resposta sem saber exatamente os detalhes que justificam sua resposta, o que é ruim, então deixei um comentário que talvez essas questões precisariam de um enunciado melhor ou se estariam na prova certa...
Resumindo o “falatório escrito”. Gostei muito da prova, acho que é uma bela porta de entrada para os novatos e uma prova que não vai causar dificuldade para os mais experientes, trabalhando no nivelamento correto e com alguns ajustes, eu considero uma prova que atinge bem seus objetivos.
Concordo demais com a Microsoft em parar com aquela sacanagem de: fez um prova vira MCTS, mais uma MCITP. Quer ser um profissional certificado em Data Plataform, então são CINCO provas de SQL Server 2012 (http://www.microsoft.com/learning/en/us/certification/cert-sql-server.aspx#tab2).
Essa foi a primeira prova beta, que venham as próximas...
PS: O Freccia fez outra prova beta hoje e já blogou. Quer saber mais sobre a 70-462? Aqui: http://marcosfreccia.wordpress.com/2012/03/29/dicas-para-a-prova-71-642/
Bons estudos!
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Aproveitando o excelente comentário do Wellington...
Entendo qual o ponto dele, vamos supor que você passou nas provas 461, 464 e 465, que dão a você o direito de ser um profissional de desenvolvimento com SQL Server 2012, mas na sua titulação não vai aparecer nada além de um MCP. 3 provas e nenhuma "certificação"?! Eu ainda acho isso correto.
Se você é um profissional de desenvolvimento provavelmente não vai ser só um cara que utiliza o SQL Server e o T-SQL, então o que eu acho que a Microsoft deve fazer é criar a certificação Microsoft Certifed Professional Developer with SQL Server, onde além das 3 provas de SQL Server você ainda teria que fazer pelo menos uma prova de fundamentals de .NET e a prova de acesso a dados (ADO.NET). Aí sim você tem o perfil de desenvolvedor na plataforma Microsoft e sabe de SQL Server e como acessá-lo.
Sei que pode complicar um pouco o modelo, mas acredito que a melhor maneira de refletir no currículo o perfil do profissional mantendo um alto grau de especialização, é através da composição de provas, como essa que eu citei. Lembro que no passado existiam algumas provas obrigatórias e algumas eletivas para você virar MCDBA ou MCSE, acho que esse é o melhor modelo. E não so isso, existia também MCSE + Messaging ou MCSE + Security (se não me falha a memória), que eram especializações para o MCSE.
Uma coisa que eu discordo é não haver uma prova de Windows Server em Data Plataform. Não poderia ser uma prova muito difícil com troubleshooting e design de infraestrutura, mas algo que verificasse se o candidato possui conceitos como básicos, como SO (memória, processadores, paging file), I/O + storage, networking essentials, etc.
Mas ainda não resolvemos o caso do profissional que fez as 3 provas, como ele fica?! Na verdade já está resolvido, no transcript vai aparecer que o profissional fez as provas, então se eu olho isso eu já sei imediatamente o mínimo que posso esperar (e cobrar) do indivíduo, claro que não fica bonito como um título, mas em termo dos conteúdos cobertos, a validade é a mesma.
E se o recrutador não consegue distinguir isso? Bom, aí o problema é outro...
Por fim acho que ainda não temos o melhor modelo, mas acredito que um mais exigente é melhor do que o anterior. Uma coisa que não sei como vai funcionar é essa renovação de 3 em 3 anos. Acho que ainda vamos assistir muitas mudanças e o que vai valer mesmo é o transcript do candidato com seu histórico.
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Adendo 2 [04/04/2012]
Entendo a questão do mercado, infelizmente ele é muito burro (o termo correto seria rígido? ;-)) em certas coisas. Os braindumps sempre vão continuar existindo, mas aí o problema é outro, está no caráter do profissional. Acho louvável você não os utilizar e acredito que as melhores empresas vão saber reconhecer a diferença entre um profissional certificado "for real" e um babaca. De resto vou tentar ser otimista e acreditar que a humanidade vai melhorar no longo prazo.
Sob a ótica do perfil DBA, entre as cinco provas acho que está fora do que um DBA obrigatóriamente precisa saber é a prova 70-463 Implementing a Data Warehouse with Microsoft SQL Server 2012. Saber o SSIS eu acho que é valioso, mas não imprescindível, agora DQS, MDS, SSAS? Me parece mais uma jogada da Microsoft para tentar forçar o profissional a estudar mais outras tecnologias e quem sabe adotá-las, mas realmente não deveria ser uma prova obrigatória para um DBA conseguir uma titulação.
Acho que o melhor seria se a Microsoft definisse a certificação Data Plataform com 6 provas, colocasse uma prova básica de SO como obrigatória e deixasse uma prova eletiva com escolha entre: data warehouse, infra-estrutura/SO avançado e ADO.NET.
Rodrigo, curioso ou não, estou revisando o Windows Internals! Também já estou pensando em comprar a nova edição que está para sair e agora dividiram em 2 livros, ai ai ai...
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Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
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SQL Server 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
System Center Advisor – Introdução e Considerações
Quase dois meses atrás eu habilitei uma conta do trial do System Center Advisor – SCA por simplicidade (https://www.systemcenteradvisor.com/) - para dar uma olhada na cara deste produto. Vamos a alguns comentários rápidos sobre esta ferramenta...
Configuração
Com uma conta do LiveId você consegue um acesso ao portal do SCA rapidinho, lá têm as instruções para fazer o download dos instaladores. A configuração é bem simples, você precisa instalar agentes de coleta nas máquinas que estão rodando o SQL Server e um agente de gateway, responsável por pegar o que foi coletado e encaminhar para o serviço do SCA, que roda na nuvem.
O agente é interessante, pois usualmente servidores de banco de dados normalmente não possuem portas abertas para conexão com a Internet, então os agentes de comunicam e despacham os dados através do agente, que pode ficar em outra máquina com acesso à nuvem.
Durante a instalação dos agentes é necessário que exista um componente do System Center instalado (pré-requisito), se não houver ele mesmo instala o serviço. Caso você já utilize o System Center deverá somente verificar que o serviço “System Center Management” está rodando corretamente.
Interface de gerenciamento
A interface de gerenciamento do SCA é bem intuitiva e fácil de usar, é feita em Silverlight e mostra todos os detalhes dos servidores que estão sendo gerenciados. Leva um certo tempo para os agentes enviarem os dados para a Nuvem, pois a sincronização acontece de 12 em 12 horas, então o próprio SCA já diz para você olhar o resultado no dia seguinte.
O System Center Advisor
Vamos dar uma olhada na interface, obviamente por motivos de privacidade estou apagando das imagens todo e qualquer detalhe que aponte para os clientes onde testei o SCA, substituindo por nomes falsos de servidores.
A outra interface (figura 06) diz respeito à configuração dos agentes de coleta e gateway, indicando quais servidores o SCA está analisando. A última janela do SCA é para configuração da conta, tipo de acesso (trial ou completo) e também permitir que outros LiveIds possam acessar o SCA, seja com permissão de usuário comum ou administrador.
[]sLuciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
www.srnimbus.com.br
Configuração
Com uma conta do LiveId você consegue um acesso ao portal do SCA rapidinho, lá têm as instruções para fazer o download dos instaladores. A configuração é bem simples, você precisa instalar agentes de coleta nas máquinas que estão rodando o SQL Server e um agente de gateway, responsável por pegar o que foi coletado e encaminhar para o serviço do SCA, que roda na nuvem.
O agente é interessante, pois usualmente servidores de banco de dados normalmente não possuem portas abertas para conexão com a Internet, então os agentes de comunicam e despacham os dados através do agente, que pode ficar em outra máquina com acesso à nuvem.
Durante a instalação dos agentes é necessário que exista um componente do System Center instalado (pré-requisito), se não houver ele mesmo instala o serviço. Caso você já utilize o System Center deverá somente verificar que o serviço “System Center Management” está rodando corretamente.
Interface de gerenciamento
A interface de gerenciamento do SCA é bem intuitiva e fácil de usar, é feita em Silverlight e mostra todos os detalhes dos servidores que estão sendo gerenciados. Leva um certo tempo para os agentes enviarem os dados para a Nuvem, pois a sincronização acontece de 12 em 12 horas, então o próprio SCA já diz para você olhar o resultado no dia seguinte.
O System Center Advisor
Vamos dar uma olhada na interface, obviamente por motivos de privacidade estou apagando das imagens todo e qualquer detalhe que aponte para os clientes onde testei o SCA, substituindo por nomes falsos de servidores.
(Figura 01 – Painel principal do SCA)
Esse é o painel inicial do SCA. De cara ele mostra quais servidores possuem alertas críticos, warning e os sem alertas. Caso um servidor tenha esteja em duas severidades, aparece duplicado nos contadores. Além disso ele mostra informação de funcionamento dos agentes em “Server Status”.Na janela de alertas é possível filtrar por severidade, status (ativo ou fechado), classe (“SQL Database”, “SQL DB Engine” e “Windows Operating System”) ou data. Todos os campos são ordenáveis e você pode ver que um problema pode aparecer diversas vezes (ex.: banco de dados com recovery model full e sem backup de log).
Quando você selecionar um alerta a descrição do problema vai aparecer e a solução é explicada. Quando existe um KB da Microsoft a referência já aparece para você ler mais a respeito. Então além de descobrirmos problemas é uma interessante fonte de estudo!
Você sabe de onde vêm essas definições do SCA? Vêm do time de suporte da Microsoft (http://blogs.msdn.com/b/psssql/)! Isso mesmo, o Bob Ward e companheiros de equipe são os responsáveis por escrever e definir quais regras o SCA vai validar, o que eu considero uma excelente escolha. Nada melhor do que quem respira problemas no dia-a-dia criar as regras para nos avisar de potenciais problemas.
Outro recuso muito legal do SCA é o gerenciamento de alertas. Vamos supor que você já sabe de um problema (ex.: collation do banco diferente da model) e não vai resolver esse problema agora. Qual o objetivo de manter um alerta lá no SCA que pode te distrair de problemas mais importantes? Então você pode pedir para ignorar o alerta e ainda definir o escopo, somente o banco de dados, este servidor ou todos os servidores, habilitando quando achar necessário.
(Figura 04 – Gerenciando os alertas)
Quando você resolver algum problema, seja mudando uma configuração ou tomando uma ação corretiva como manter um backup de log, em até 12 horas quando o SCA receber uma nova leva de dados do agente vai reportar o problema como resolvido.
A outra interface (figura 06) diz respeito à configuração dos agentes de coleta e gateway, indicando quais servidores o SCA está analisando. A última janela do SCA é para configuração da conta, tipo de acesso (trial ou completo) e também permitir que outros LiveIds possam acessar o SCA, seja com permissão de usuário comum ou administrador.
Considerações
Eu gostei bastante do System Center Advisor e é uma ferramenta que eu adotaria para meus clientes, e dentro da imensa quantidade de detalhes que nós DBAs temos que nos preocupar no dia-a-dia, uma ferramenta que nos aponta potenciais problemas é mais do que bem vinda. Vale ressaltar que o SCA não vai resolver todos os seus problemas, muito longe disso, mais é uma importante adição para nosso cinto de utilidades.
Claro que nem tudo são flores e, só para variar, tenho minhas críticas. Antes de escrevê-las aqui acabei por trocar alguns e-mails com o time de produto responsável pelo SCA, conversando diretamente com o Paul e Timothy.
1. Para você utilizar o System Center Advisor no seu ambiente é necessário que a empresa faça parte do programa de Software Assurance. Isso mesmo, não existe outra forma de contratação.
a. Isso é um grande impeditivo para a adoção do SCA. Eu gostaria de poder utilizar esta nos meus clientes, mesmo comigo pagando uma mensalidade pelo serviço ou por servidora analisado.
b. No passado tive a oportunidade de estar em Redmond conversando com o time de produto e meu “voto” foi para um modelo de pagamento diferente do adotado. Segundo eles outras maneiras estão em estudo, mas nada certo e sabe lá se e quando isso pode mudar.
c. Não existe nada no SCA que valide a utilização deste em um ambiente sem Software Assurance, o que você está sujeito é a fiscalização da Microsoft. No meu caso não faz o menor sentido de ficar ilegal e correr esse risco em ambiente de clientes, então estou num beco sem saída.
2. Hoje o SCA conta com exatamente 104 regras de validação, número que sinceramente, achei baixo.
a. Não existe possibilidade de você criar sua própria regra, que para o público geral é uma boa decisão.
b. Analisando as regras atuais eu poderia adicionar algumas regras de melhores práticas que eu levo comigo, mas como não temos essa flexibilidade, fica com as validações que fazemos na Nimbus.
c. Esse é realmente o número de regras total e não existe diferença entre o trial e a versão full. Não sei qual a cadência de atualização de regras (3 em 3 meses? Quando alguém do suporte escrever uma regra nova?), então temos que aguardar o time de suporte lançar as próximas regras.
Espero que esse artigo sirva para você ter uma visão geral do SCA e que você tenha um ambiente dentro dos modelos de licenciamento para usar o produto. É leve, simples e agrega valor. Agora é esperar para que a Microsoft traga boas novidades.
Abraços e bom monitoramento!
[]s
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Kindle e o hábito da leitura
Domingo dia 17/03 eu comprei meu primeiro eBook para testar o novo brinquedinho, o Kindle Touch, e-Reader da Amazon. Durante alguns dias eu analisei se compraria um iPad e acabei desistindo da ideia, eu não gosto de ficar lendo livros em telas luminosas e o não vou usar o iPad no dia-a-dia, então acabei por optar por um Kindle.
No sábado, dia 24/03 eu acabei de ler meu primeiro livro no Kindle, o tão falado “The Hunger Games”, que achei fantástico por sinal. Então vamos quebra esse post em duas partes...
Kindle Touch
Acredito que acertei em cheio na minha compra, um dos meus hobbies é ler e, sinceramente tenho lido pouco, tanto em português como em inglês (acho que em 2011 eu somente li uns cinco livros não técnicos).
Junto com o Kindle eu comprei uma capinha de couro com luz, que se alimenta diretamente da bateria do Kindle. Abaixo estão algumas fotos do distinto:
A leitura no Kindle é fantástica, a facilidade do ajuste de fonte e do contraste deixa até melhor do que ler um livro de verdade. A vista não cansa nada e a luz embutida (última foto) me permite ler no mais completo escuro sem o menor problema, sem incomodar minha mulher e bebê que estão dormindo ao meu lado (fator muito importante!).
Além da facilidade de uso, outro recurso muito legal é o dicionário integrado. Basta pressionar a palavra por dois segundos que a definição é aberta. Para quem gosta de aprender novas palavras e aprimorar o inglês, um prato cheio. Sem contar com o text-to-speech, que permite a narração do texto enquanto você vai acompanhando na tela.
Antes de comprar eu li algumas pessoas dizendo que o touch era ruim, pois passava as páginas sem querer, não sabiam onde estavam, etc. Na boa, com um mínimo de coordenação motora e você sai do outro lado sem problema.
Na hora em que acabei de ler o primeiro livro da trilogia me deu uma vontade de continuar lendo. Aí foi lindo, o Kindle já me sugestionou a compra de outros livros e claro que a continuação “Catching Fire” estava na lista. Cliquei no link, fui para a página do livro, cliquei em comprar - paguei US$ 7.70 que virá no meu cartão - e um minuto depois já estava lendo o próximo livro da Suzanne Collins. Simplesmente fantástico.
PDFs e livros técnicos
Eu ainda NÃO comprei um livro técnico para ler no Kindle, mas já havia ouvido comentários ruins. Pensei em comprar um que eu quero ler (“Clean Code”) para ver como fica, mas de cara nos comentários já tinha gente disparando contra o Kindle. O problema fica por conta do código fonte e alguma imagens que existe no livro, talvez por não ter sido corretamente preparado para o kindle, não sei.
Pesquisei mais um pouco e como nada me interessa no momento (estou com uns 50 para ler aqui em casa), resolvi não queimar 20 ou 30 dólares só para matar minha curiosidade. Assim que eu descobrir se presta, coloco aqui.
O Kindle também permite colocar alguns PDFs para leitura, coloquei e funciona razoavelmente bem. Não têm a facilidade de virar o PDF de acordo com a orientação do aparelho e controlar o zoom é um pouco chato, principalmente pela sensibilidade do toque, e por ter que voltar ao zoom original para passar a página, tendo que aumentar novamente na próxima. Revistas com duas colunas já fica melhor, pois a rolagem é simplificada mesmo com zoom, então para ler a SQL Server Magazine (USA) ficou bacana.
Vale ressaltar que meu objetivo era ler livros não técnicos, e para isso eu dou nota 10 para o Kindle touche e a capa. Gosta muito de ler? O Kindle se demonstrou um excelente companheiro.
Cada um faz o que bem entende da vida e escolhe seus hobbies, mas minha sugestão é que todo mundo leia um pouco, alguns livros por ano, três ou quatro pelo menos. O motivo: hoje temos profissionais quase analfabetos.
[]s
Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
www.srnimbus.com.br
No sábado, dia 24/03 eu acabei de ler meu primeiro livro no Kindle, o tão falado “The Hunger Games”, que achei fantástico por sinal. Então vamos quebra esse post em duas partes...
Kindle Touch
Acredito que acertei em cheio na minha compra, um dos meus hobbies é ler e, sinceramente tenho lido pouco, tanto em português como em inglês (acho que em 2011 eu somente li uns cinco livros não técnicos).
Junto com o Kindle eu comprei uma capinha de couro com luz, que se alimenta diretamente da bateria do Kindle. Abaixo estão algumas fotos do distinto:
A leitura no Kindle é fantástica, a facilidade do ajuste de fonte e do contraste deixa até melhor do que ler um livro de verdade. A vista não cansa nada e a luz embutida (última foto) me permite ler no mais completo escuro sem o menor problema, sem incomodar minha mulher e bebê que estão dormindo ao meu lado (fator muito importante!).
Além da facilidade de uso, outro recurso muito legal é o dicionário integrado. Basta pressionar a palavra por dois segundos que a definição é aberta. Para quem gosta de aprender novas palavras e aprimorar o inglês, um prato cheio. Sem contar com o text-to-speech, que permite a narração do texto enquanto você vai acompanhando na tela.
Antes de comprar eu li algumas pessoas dizendo que o touch era ruim, pois passava as páginas sem querer, não sabiam onde estavam, etc. Na boa, com um mínimo de coordenação motora e você sai do outro lado sem problema.
Na hora em que acabei de ler o primeiro livro da trilogia me deu uma vontade de continuar lendo. Aí foi lindo, o Kindle já me sugestionou a compra de outros livros e claro que a continuação “Catching Fire” estava na lista. Cliquei no link, fui para a página do livro, cliquei em comprar - paguei US$ 7.70 que virá no meu cartão - e um minuto depois já estava lendo o próximo livro da Suzanne Collins. Simplesmente fantástico.
PDFs e livros técnicos
Eu ainda NÃO comprei um livro técnico para ler no Kindle, mas já havia ouvido comentários ruins. Pensei em comprar um que eu quero ler (“Clean Code”) para ver como fica, mas de cara nos comentários já tinha gente disparando contra o Kindle. O problema fica por conta do código fonte e alguma imagens que existe no livro, talvez por não ter sido corretamente preparado para o kindle, não sei.
Pesquisei mais um pouco e como nada me interessa no momento (estou com uns 50 para ler aqui em casa), resolvi não queimar 20 ou 30 dólares só para matar minha curiosidade. Assim que eu descobrir se presta, coloco aqui.
O Kindle também permite colocar alguns PDFs para leitura, coloquei e funciona razoavelmente bem. Não têm a facilidade de virar o PDF de acordo com a orientação do aparelho e controlar o zoom é um pouco chato, principalmente pela sensibilidade do toque, e por ter que voltar ao zoom original para passar a página, tendo que aumentar novamente na próxima. Revistas com duas colunas já fica melhor, pois a rolagem é simplificada mesmo com zoom, então para ler a SQL Server Magazine (USA) ficou bacana.
Vale ressaltar que meu objetivo era ler livros não técnicos, e para isso eu dou nota 10 para o Kindle touche e a capa. Gosta muito de ler? O Kindle se demonstrou um excelente companheiro.
Leitura
Cada um faz o que bem entende da vida e escolhe seus hobbies, mas minha sugestão é que todo mundo leia um pouco, alguns livros por ano, três ou quatro pelo menos. O motivo: hoje temos profissionais quase analfabetos.
Reconheço... Eu sou uma lástima com o Português, sempre gostei de matemática e física, no vestibular comemorei quando consegui ficar um pouco acima da média dos outros candidatos na prova de Português, mas mesmo com essa falha de formação, em geral eu acho que escrevo razoavelmente bem.
Minha crítica está quando os profissionais têm que escrever algum texto, relatório ou até um e-mail, e normalmente o resultado é lastimável. O corretor ortográfico (de grande valia) acaba por nos deixar mais acomodados e com o tempo vamos acostumando a manter um vocabulário limitado e pobre. Até em revistas técnicas vemos esse problema, o autor pode ter uma boa ideia, mas a forma de se expressar é ruim.
E não acho que isso vale apenas para quando vamos escrever não, acho que isso tem impacto direto também quando o profissional está fazendo uma apresentação, discutindo uma nova ideia ou conversando com outros profissionais.
Quer dizer que o bom profissional tem que obrigatoriamente ler um romance ou um policial?! Longe disso... Mas quem saber ler um pouco mais, além de ser divertido, também não vai te fazer um profissional mais completo.
Quer começar? Nesse ano eu li o primeiro livro da Guerra dos Tronos, as crônicas do gelo e do fogo, e o The Hunger Games (inclusive o filme saiu na semana passada: http://www.thehungergamesmovie.com/). No momento estou lendo o segundo livro da guerra dos tronos e também a continuação dos jogos vorazes, e gostando bastante de ambos.
Depois vou abrir páginas neste blog, uma dedicada à leitura e outra para filmes.
PS: você não precisa ser um leitor maníaco como o Paul Randall, se você acha que lê pouco (ou muito), veja este post: http://sqlskills.com/BLOGS/PAUL/post/2011-the-year-in-books.aspx.
PS2: Na semana em que li o livro no Kindle, o Paul Randall leu toda a trilogia e mais um. Como esse cara arranja esse tempo todo?
Abraços e boa leitura!
[]s
Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
www.srnimbus.com.br
sexta-feira, 23 de março de 2012
Provas betas do SQL Server 2012 e o bom profissional
Para quem não viu, saiu ontem no blog do born to learn os promocodes para as provas betas de SQL Server 2012, se você quer correr estudar um pouco e tentar se certificar antes da maioria, é uma excelente oportunidade.
http://borntolearn.mslearn.net/btl/b/weblog/archive/2012/03/22/register-for-sql-server-2012-beta-exams.aspx
A prova é mais longa e o resultado não sai na hora, só depois de aproximadamente 3 meses, quando sai a prova definitiva. Outro ponto positivo é o custo, zero, então é uma boa economia se comparado aos US$ 100,00.
Eu me registrei usando outro promocode que não os informados, se tiver problema com os informados, leia o comentário da Krista.
Para quem estiver procurando a prova, as provas quando beta começam por 71-xxx. Somente quando são definitivas receberão o 70-xxx.
O BOM PROFISSIONAL
Sem entrar na discussão da validade das certificações e se um profissional certificado é bom ou não.
Acredito que o profissional antenado, que corre atrás das novidades e estuda bastante, já têm um diferencial em relação ao mercado. E nem sempre é no conhecimento técnico, mas sim no perfil da pessoa.
Recentemente recebi alguns e-mails de pessoas me agradecendo por ajudá-las, e é recorrente eu ser informado de profissionais que melhoraram sua colocação depois de um treinamento nosso.
As duas boas notícias dessa semana foram: um conseguiu uma nova consultoria (já passou em muitas provas de SQL Server) e a bela frase de hoje foi... "O segundo é agradecê-lo, graças ao curso eu consegui uma nova posição no mercado, na Microsoft como XXX trabalhando junto com os XXXs. Não teria conseguido sem vc e o curso."
Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar que esses profissionais com certeza chegariam onde estão hoje, de uma forma ou outra. São pessoas estudiosas e que se dedicam para serem melhores profissionais, e são eles que no futuro devem ter os maiores salários e satisfação profissional.
Mas e o Luti e a Nimbus nesse meio?! Eu acredito que podemos ser apenas aceleradores e guias nesse caminho. Aprendi da maneira difícil, tentando incentivar alunos sem interesse, que um indivíduo que não quer se dedicar e procura atalhos falsos, com a ajuda do problemático "jeitinho brasileiro", nunca vão chegar a ser um bom profissional, mesmo que eu mostre para ele todos os caminhos possíveis e as lindas recompensas no fim da jornada.
No fim são esses pequenos reconhecimento do esforço, que investimos na qualidade da empresa e na comunidade técnica, que não nos faz desistir e nem jogar tudo para o alto quando uma avalanche de problemas e dúvidas parecem te soterrar.
[]s
Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
www.twitter.com/luticm
www.srnimbus.com.br
http://borntolearn.mslearn.net/btl/b/weblog/archive/2012/03/22/register-for-sql-server-2012-beta-exams.aspx
A prova é mais longa e o resultado não sai na hora, só depois de aproximadamente 3 meses, quando sai a prova definitiva. Outro ponto positivo é o custo, zero, então é uma boa economia se comparado aos US$ 100,00.
Eu me registrei usando outro promocode que não os informados, se tiver problema com os informados, leia o comentário da Krista.
Para quem estiver procurando a prova, as provas quando beta começam por 71-xxx. Somente quando são definitivas receberão o 70-xxx.
O BOM PROFISSIONAL
Sem entrar na discussão da validade das certificações e se um profissional certificado é bom ou não.
Acredito que o profissional antenado, que corre atrás das novidades e estuda bastante, já têm um diferencial em relação ao mercado. E nem sempre é no conhecimento técnico, mas sim no perfil da pessoa.
Recentemente recebi alguns e-mails de pessoas me agradecendo por ajudá-las, e é recorrente eu ser informado de profissionais que melhoraram sua colocação depois de um treinamento nosso.
As duas boas notícias dessa semana foram: um conseguiu uma nova consultoria (já passou em muitas provas de SQL Server) e a bela frase de hoje foi... "O segundo é agradecê-lo, graças ao curso eu consegui uma nova posição no mercado, na Microsoft como XXX trabalhando junto com os XXXs. Não teria conseguido sem vc e o curso."
Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar que esses profissionais com certeza chegariam onde estão hoje, de uma forma ou outra. São pessoas estudiosas e que se dedicam para serem melhores profissionais, e são eles que no futuro devem ter os maiores salários e satisfação profissional.
Mas e o Luti e a Nimbus nesse meio?! Eu acredito que podemos ser apenas aceleradores e guias nesse caminho. Aprendi da maneira difícil, tentando incentivar alunos sem interesse, que um indivíduo que não quer se dedicar e procura atalhos falsos, com a ajuda do problemático "jeitinho brasileiro", nunca vão chegar a ser um bom profissional, mesmo que eu mostre para ele todos os caminhos possíveis e as lindas recompensas no fim da jornada.
No fim são esses pequenos reconhecimento do esforço, que investimos na qualidade da empresa e na comunidade técnica, que não nos faz desistir e nem jogar tudo para o alto quando uma avalanche de problemas e dúvidas parecem te soterrar.
[]s
Luciano Caixeta Moreira - {Luti}
luciano.moreira@srnimbus.com.br
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